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Hackers roubam auxílio emergencial pelo aplicativo Caixa Tem

Hackers desviaram o auxílio emergencial de R$ 600 de alguns brasileiros de baixa renda pelo aplicativo Caixa Tem. A ação criminosa foi revelada nesta sexta-feira (17/7) pelo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, e está sendo investigada pelo banco em parceria com a Polícia Federal (PF).

"Alguns bandidos estão desviando dinheiro da população mais carente", revelou Pedro Guimarães, nesta sexta-feira, logo após uma "reunião longa" da diretoria da Caixa com a Polícia Federal.

Ele garantiu que o volume de desvios é pequeno em relação ao universo de beneficiários do auxílio emergencial. Mas reconheceu que, como esse universo conta com mais de 65 milhões de brasileiros, as fraudes acabaram causando "bastante barulho".

Guimarães disse, então, que é por conta desse problema que o aplicativo Caixa Tem, que é usado pelos brasileiros para movimentar os recursos do auxílio emergencial antes do saque em espécie dos R$ 600, tem apresentado algumas instabilidades nas últimas semanas.

"Parte das questões, dos problemas do Caixa Tem, são porque identificamos contas utilizadas por hackers que estão fazendo bastante barulho. Não posso falar mais. Mas seremos extremamente firmes, porque roubar dinheiro do pobre em um momento de pandemia... Poucas coisas são mais graves do que isso", afirmou Guimarães.

Ainda de acordo com o executivo, a Caixa já bloqueou "algumas contas usadas por esses bandidos" e também já "invadiu grupos de WhatsApp de hackers". "Já temos bastante coisa e vamos passar para a Polícia Federal", avisou. O executivo ainda garantiu que "irá às últimas consequências em reação a isso".

O presidente da Caixa reconheceu ainda que algumas contas "de pessoas corretas e honestas" acabaram sendo bloqueadas indevidamente nessa tentativa do banco de coibir os desvios dos R$ 600. Mas garantiu que essas pessoas não serão prejudicadas.

"Algumas contas foram bloqueadas por suspeita de fraude. Em algumas, já verificamos que houve fraude sim. Mas as que não são fraude serão liberadas de novo. [...] Sempre que for verificado isso, voltaremos e pagaremos", prometeu.

Por Estado de Minas

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